esplanada
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Em termos culturais, o município é marcado pela diversidade de manifestações artísticas

O município de Esplanada, localizado no Território de Identidade Litoral Norte e Agreste Baiano, originou-se a partir da sesmaria do Timbó, antiga vila de origem nas terras de João José de Oliveira Leite, o Barão de Timbó, e que pertencia ao município de Conde. As terras pertenciam à sesmaria doada pelo Império Lusitano ao patriarca Garcia D’Ávila. A área territorial é de 1.299,355 km2 e a população, que pelo Censo Populacional de 2013 era 35 930 hab., estava estimada pelo IBGE em 37.902 hab.(2021).

A partir do ano de 1860, quando se deu início à construção da estrada de ferro, grande número de pessoas se deslocaram e se instalaram no arraial favorecendo o seu desenvolvimento. Em 1886, chega ao Timbó o Coronel Augusto Ribeiro Guimarães, procedente da cidade de Estância – SE. Logo depois, Antônio Conselheiro e seus seguidores chegaram à vila e edificaram o que se tornaria o cemitério da cidade.

Em sua formação inicial, o nome Esplanada ainda não existia. O que existia era um povoado de nome Timbó pertencente a Conde. Com o desenvolvimento do povoado, provocado pela chegada da linha férrea, se transforma numa Vila e, depois, passa a se chamar Arraial de Esplanada, em virtude de um frade ao chegar aqui explanar que estas terras eram uma verdadeira esplanada, referindo-se à sua constituição geográfica.

Pela Lei Estadual nº 889, de 10/06/1912, é extinto o Município de Conde passando à condição de distrito do Município de Arraial de Esplanada. Elevado à condição de cidade e sede municipal com a denominação de Arraial de Esplanada pela Lei Estadual nº 1525, de 19/08/1921. Pelo Decreto nº 7455, de 23/06/1931, o Município de Arraial de Esplanada passou a chamar-se Esplanada. Pelo Decreto nº 7479, de 08/07/1931, o Município de Esplanada adquiriu o território do extinto Município de Conde. Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído de 3 distritos: Esplanada, Conde e Palame. O Decreto nº 9662, de 10/08/1935, desmembra do Município de Esplanada o Distrito Conde, elevando este novamente à categoria de município.
Frades capuchinhos chegaram a Esplanada e construíram, entre os anos de 1904 e 1908, o nosso maior cartão postal: o Convento Nossa Sra. do Rosário e Pompeia.

Em termos culturais, o município é marcado pela diversidade de manifestações artísticas. Temos como maiores expoentes da cultura esplanadense a cantora Maria Creuza e o poeta/compositor José Carlos Capinan; e no esporte, temos uma das maiores futebolistas do mundo, Sissi, todos naturais do município.
A primeira manifestação cultural de Esplanada foi a marujada, que surgiu aqui quando este território ainda era apenas um arraial. A primeira apresentação de que se tem notícia foi realizada onde hoje é maior bairro do município e onde se iniciou a fundação da cidade: o Timbó. Isto aconteceu na noite de Reis, em 1886, para o pessoal que trabalhava no serviço da estrada de ferro. A Marujada se apresentava em praça pública, narrando o desfecho da guerra entre mouros e cristãos.

Em seguida, surgiram os ternos de Reis. Durante muitos anos, os ternos de Reis ou reisados passavam muitos dias alegrando o povoado, todas as noites. Previamente contratados por famílias, apresentavam suas danças, cânticos e alegorias nas residências, que ficavam repletas de pessoas. Algumas das principais casas em que se apresentavam era a do Coronel Josias Macedo, sr Neco Carvalho, sr Leonídio Dantas, dona Zefinha de seu Nô e também em frente ao Hotel de Juvenal Garcia. Apresentavam-se também no Mercado Municipal patrocinados pelo intendente sr Clarimundo Nascimento.

O terno de Reis era composto por um vaqueiro trajado a capricho com roupa nova e um lacaio usando roupa colada ao corpo (como a de bailarino), que comandava o espetáculo com o vaqueiro, que iniciava as cantigas trovadorescas. Havia ainda seis senhoritas bem arrumadas com roupas coloridas e papel trincal, que faiscava quando exposto à luz, usando chapéus enfeitados com guizos. Havia também uma pessoa caracterizada de boi, a principal atração, é uma pessoa vestida de loba, empunhando uma caveira de cavalo envolta num pano branco que, ao fim da dança, mexia com os presentes. Apesar do medo e do choro, as crianças, com olhos arregalados e curiosos, gostavam de ver aquelas figuras exóticas que pareciam fantasmas naquela brincadeira popular que divertia o povoado numa época em que não existia televisão nem computador. Na verdade, nem energia elétrica havia ainda e era a maior diversão dos primeiros habitantes da cidade e esta festa durou até algumas décadas atrás.

A economia do município é de base agropecuária. Na agricultura destaca-se a produção de maracujá, laranja, mandioca e coco. Inclusive, Esplanada é uma das 4 maiores cidades do Estado (e do país) em produção de coco, juntamente com Conde, que lidera o ranking, seguido por Jandaíra e Acajutiba, municípios vizinhos. Além da agricultura, o petróleo é a nossa grande riqueza. Desde o início dos anos 80 que a exploração de petróleo no município ocorre. Mais precisamente em 1983 (Fazenda Bálsamo). Em 2005, é descoberto novo poço com petróleo de alta qualidade (Fazenda Palmeira). Segundo divulgação da ANP, em 2011, Esplanada registrou a maior produção de petróleo do Estado, respondendo por 21,1% da produção de petróleo na Bahia, com 329 poços de produção).

Tanto em 2012 quanto em 2017, Esplanada ocupava o 3º lugar do Estado na arrecadação de royalties, perdendo apenas para São Francisco do Conde e Madre de Deus (2012) e Madre de Deus e São Francisco do Conde (2017). No mês de junho de 2017, Esplanada ocupou o lugar de principal produtor de petróleo da Bahia com 5,6 mil barris por dia. Ainda em 2017, o município era o que possuía a maior quantidade de poços perfurados (224), seguido por Pojuca (180) e Alagoinhas (179). Em 2018, a arrecadação de royalties foi liderada por Itanagra, Cardeal da Silva e Araçás, seguidos por Madre de Deus e Esplanada na 5ª posição. Segundo a SindipetroBA, entre os municípios produtores de petróleo, Esplanada é o que mais recebia valor de royalties e ISS, em 2020.



Todos os anos a padroeira do Palame é homenageada. A igreja de Nossa Senhora Santana tem um dos altares mais lindos da região

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